Panorama do Setor de Artefatos de Borracha e Impactos da eletrificação dos veículos são debatidos na Comissão de Insumos para Borracha

Panorama do Setor de Artefatos de Borracha e Impactos da eletrificação dos veículos são debatidos na Comissão de Insumos para Borracha

Texto por ABIQUIM O impacto do desenvolvimento de veículos com motores elétricos e das mudanças na mobilidade urbana no setor de borrachas foram pontos apresentados pelos convidados da Comissão Setorial de Insumos para Borracha da Abiquim, que recebeu no dia 23 de setembro, o presidente e o presidente-executivo da Associação Brasileira da Indústria de Artefatos de Borracha (Abiarb), respectivamente, Marcos Carpeggiani e Reynaldo Megna; e o coordenador técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Guilherme Guelfi. 

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Os representantes da Abiarb apresentaram o “Panorama do Setor de Artefatos de Borracha”. Segundo Carpeggiani há no setor a tendência de que ocorra a predominância de indústrias estrangeiras, que detêm as últimas tecnologias para a produção de artefatos de borracha. “A diminuição do capital nacional no setor também pode ser atribuída às fusões e aquisições, com grandes empresas adquirindo as menores”, explica.

O presidente-executivo da Abiarb, Reynaldo Megna, e o presidente da associação, Marcos Carpeggiani

O presidente-executivo da Abiarb, Reynaldo Megna, afirmou que o segmento automotivo é o principal cliente do setor de artefatos para borracha e responde por 28,3% da demanda de produção. Já Carpeggiani explicou que apesar do setor automotivo estar se recuperando, as mudanças na arquitetura dos carros podem impactar o segmento de borracha. “A eletrificação não é limitada aos motores, a troca da direção hidráulica pela elétrica já eliminou um item de borracha do carro. A demanda do setor automotivo também pode ser impactada pelo compartilhamento dos veículos”, afirma o presidente da Abiarb. 

As dificuldades das empresas brasileiras exportarem também foram abordadas pelo presidente da Abiarb. “Para atender projetos globais do segmento automotivo empresas abrem fábricas no Brasil mesmo sabendo que essas instalações podem nunca gerar lucro. Além disso, a manufatura nos países em que estão as matrizes dos fabricantes tem ficado mais barata, portanto produzir no Brasil tem se tornado menos competitivo”, explicou Carpeggiani. O presidente da Abiarb ainda afirmou que é necessário melhorar o ambiente de negócios no Brasil com a aprovação das reformas estruturantes.

O coordenador técnico do Sindipeças, Guilherme Guelfi

O coordenador técnico do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Guilherme Guelfi, apresentou as conclusões do subcomitê de Eletromobilidade do Sindipeças sobre as vantagens, desvantagens e os impactos da eletrificação dos veículos para o setor de autopeças. 

Segundo Guelfi, no caso do Brasil, os veículos movidos à combustíveis derivados da cana-de-açúcar ainda terão um bom ciclo de vida no mercado doméstico, por serem um produto sustentável. No entanto, ele acredita que por sua maior eficiência, no futuro os motores elétricos substituirão os veículos à combustão, mas no caso do Brasil a defasagem tecnológica será ainda de dez anos em relação aos países desenvolvidos. 

Além da substituição de motores à combustão por motores elétricos, que por consequência demandarão menos componentes feitos de borracha, Guelfi afirmou que os hábitos de consumo deverão mudar. “Haverá uma redução no volume de veículos e os mesmos serão mais caros, pois precisarão rodar mais. O carro não vai ficar parado na garagem, os veículos serão alugados e rodarão constantemente”. 

Para mais informações, entre em contato com a coordenadora-executiva da Comissão Setorial de Insumos para Borracha, Aline Caldas Bressan, pelo e-mail: [email protected]

Fonte original do texto: ABIQUIM

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