Importações somam US$ 17 bi e exportações totalizam US$ 5,3 bi entre janeiro e maio

Texto por ABIQUIM O déficit na balança comercial de produtos químicos atingiu US$ 11,7 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses deste ano, valor 15,1% superior àquele de igual período em 2018. Esse resultado decorre das importações de US$ 17 bilhões e das exportações de US$ 5,3 bilhões, em produtos químicos, respectivamente aumento de 9,2% e recuo de 2,1% na mesma comparação.

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Os intermediários para fertilizantes permanecem como o principal grupo da pauta de importação brasileira de produtos químicos, com compras de US$ 2,8 bilhões no acumulado do ano, um robusto aumento de 39,2% na comparação com o período entre janeiro e maio de 2018. Já o grupo das resinas termoplásticas foi o mais exportado pelo País, com vendas de US$ 788,7 milhões, uma retração de 5,9%.

De janeiro a maio, os produtos químicos responderam por 24% do total de US$ 70,7 bilhões em importações e 5,7% dos US$ 95,8 bilhões em exportações realizadas pelo País. As importações de produtos químicos movimentaram 16,8 milhões de toneladas e o volume das exportações chegou a 5,4 milhões de toneladas, respectivamente um aumento de 16% e uma retração de 5,4% em relação aos cinco primeiros meses de 2018.

No acumulado dos últimos 12 meses (junho de 2018 a maio de 2019), o déficit é de praticamente US$ 31,2 bilhões, mesmo valor de 2014, já se igualando aos níveis recordes para o indicador, de US$ 32 bilhões, em 2013, e de US$ 31,2 bilhões, em 2014.

De acordo com a diretora de Assuntos de Comércio Exterior da Abiquim, Denise Mazzaro Naranjo, o segundo semestre de 2019 terá um papel central no progressivo processo de inserção comercial responsável e na agenda de competitividade. “A indústria química brasileira apoia fortemente a proposta de mais inserção comercial; sendo necessário que esse processo seja responsável e inteligente, isto é, concomitante à redução do custo Brasil, transparente, gradual, negociado, debatido publicamente com os setores, de forma a garantir segurança jurídica e sustentabilidade à competitividade e integração comercial brasileira; e advoga que igualmente se preserve a integralidade do sistema brasileiro de defesa comercial, elemento garantidor de mais integração comercial segura, leal e responsável, respeitando-se a tradição da qualidade técnica, reconhecida internacionalmente, da autoridade investigadora nacional e equacionando eficientemente os desafios que a nova equipe de Governo terá em tratar de maneira complementar e harmoniosa a tecnicidade da apuração dos elementos probatórios de dumping, dano e nexo causal e de interesse público”, destaca Denise.

Fonte original do texto: ABIQUIM

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