Crescimento econômico da China impulsiona importação brasileira

China quer participar de programa de privatização e de parcerias de investimentos no Brasil

Texto por Terra Considerada pelo FMI como uma das maiores potências econômicas do mundo, a China é muito mais do que a nação das invenções.

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O país tornou-se o maior produtor mundial de alimentos e, hoje, domina o comércio on-line global. Tudo isso se deve, entre outros pontos, às constantes atualizações nos âmbitos trabalhistas e ambientais que o governo chinês tem feito para contribuir com um cenário comercial propício ao comércio exterior.

Como parte disso, a China segue uma linha de tributação cada vez mais parecida com a americana, reduzindo os impostos cobrados sobre as empresas. O resultado dessa postura é que a balança comercial da China vem apontando sólido superávit nos últimos meses, superando os números do mesmo período do ano anterior, segundo a Administração Geral Alfandegária chinesa.

Neste cenário, vale destacar o crescimento da presença do Brasil como parceiro comercial chinês. Só no primeiro semestre de 2019, por exemplo, foram US$ 20,7 milhões em importações, conforme os dados do Ministério da Economia, Indústria, Comércio Exterior e Serviços, reforçando que o país asiático continua sendo o principal parceiro comercial do Brasil, a frente, até mesmo, dos Estados Unidos – que fechou o semestre de importações em US$ 16,9 milhões.

Para o CEO da Serpa China, Ian Lin, mudanças no mercado chinês foram fundamentais para que os empresários brasileiros fizessem mais negócios com o maior país da Ásia Oriental. “A China é um dos principais polos industriais do mundo e sempre foi um forte aliado comercial do Brasil. Diversas políticas trabalhistas e ambientais têm sido implantadas como parte dos seus processos produtivos. Os chineses perceberam que se não fizessem isso, acabariam perdendo mercado”, relata o executivo, direto de Shanghai.

Para Lin, a China se antecipou e viabilizou novas políticas o que garantiu tempo hábil para se preparar e começar a investir em dois pontos importantes: automatização de processos e robotização. “As empresas chinesas que apostaram nessas tendências estão se tornando menos dependentes da força humana e, ao mesmo tempo, alcançando uma escala de produção sem precedentes. A chegada firme dos chineses serviu para contrabalancear os investimentos de outros países”, avalia. 

Desta forma, a relação entre os empresários brasileiros e os fornecedores chineses deve ser firmada com muita cautela e negociação. Lin ressalta que, se a empresa provar para o fornecedor chinês que sua oferta é uma boa oportunidade de negócio, ela possivelmente garantirá um acordo comercial interessante e longevo. “Em meio a tantos países em ascensão na esfera do comércio exterior, a China continua se destacando como uma potência de peso para atividades de importação. O mercado chinês, atualmente, encontra-se em um processo gradual de estabilização”, afirma. Outros pontos importantes a serem destacados nessa relação são o custo de produção – prazo de pagamento – responsabilidade compartilhada e reengenharia do produto, que fazem com as relações comerciais com a China se tornem mais rentáveis e sem perda de qualidade.

Fonte original do texto: Terra

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