Abiquim participa de debate sobre o futuro do País com lideranças políticas e empresariais em evento da Financial Times e Revista Voto

Notícia por ABIQUIM O Seminário de Abertura do Ano 2019, promovido pelo Grupo Voto em parceria com o jornal Financial Times reuniu, no dia 13 de fevereiro, líderes políticos e empresariais para debater propostas sobre a agenda de ações e reformas necessárias no País.

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O vice-presidente da República, general Hamilton Mourão, participou da cerimônia de abertura e ressaltou que o novo governo reflete o sentimento de mudança da sociedade brasileira. Segundo Mourão, o desafio é romper o círculo de imobilismo, seja econômico, político ou de valores. “Nós vamos buscar a solução dos problemas que afligem o País. Reduzir os gargalos e a regulamentação, dar mais liberdade para empreender, oferecer um ambiente de negócios estável para que investimentos cheguem ao nosso País”, pontuou. O vice-presidente também enfatizou que o apoio do Congresso às reformas encaminhadas pelo Planalto será uma forma do Legislativo “recuperar a credibilidade perante a população”.

A programação do seminário ainda teve os painéis: “Desafios e Perspectivas sobre a Agenda do Congresso Brasileiro para 2019”, “Privatizações, Empresas Estatais e Modernização do Estado Brasileiro”, “Prioridades Fiscais e Realidade Política na Construção de um Brasil Vencedor”, “Como Modernizar o Estado Brasileiro e Abrir a Economia Brasileira à Concorrência Internacional” e “O que os Executivos Brasileiros Esperam do Novo Brasil”.

O secretário especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais do Ministério da Economia, Marcos Troyjo, participou do painel “Como modernizar o Estado Brasileiro e Abrir a Economia Brasileira”. Troyjo explicou que há três elementos no projeto internacional do Planalto: abertura, conjuntura e estrutura. Citando tratativas avançadas com Estados Unidos, União Europeia e Mercosul, provocou: “O grande acordo comercial do Brasil é com ele mesmo. O Estado tem de sair da frente. O Brasil precisa parar de atrapalhar o Brasil”, disse.

Andres Schipanio (Financial Times), Marina Mattar (Abiquim), Rafael Toríbio Nunes (Sanofi), Adiano Pires (Centro Brasileiro de Infraestrutura) e Laércio Albuquerque (Cisco do Brasil)
Andres Schipanio (Financial Times), Marina Mattar (Abiquim), Rafael Toríbio Nunes (Sanofi), Adiano Pires (Centro Brasileiro de Infraestrutura) e Laércio Albuquerque (Cisco do Brasil)

A diretora de Relações Institucionais e Sustentabilidade da Abiquim, Marina Mattar, participou do painel “Prioridades Fiscais e Realidade Política na Construção de um Brasil Vencedor” e explicou que a redução do Custo Brasil é um tema que traria benefício a todos os setores produtivos e deve ser uma ação urgente. “Precisamos diminuir a burocracia para atrair investimentos”, afirmou. Também participaram do painel, mediado pelo jornalista da Financial Times, Andres Schipanio, o diretor de Tributos da América Latina da Sanofi, Rafael Toríbio Nunes; o mestre em Planejamento Estratégico e Diretor do Centro Brasileiro de Infraestrutura, Adriano Pires; o presidente da Cisco do Brasil, Laércio Albuquerque.

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni
O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni

O ministro-chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, foi responsável por encerrar o evento. O ministro se colocou firmemente a favor da redução do Estado: “Não temos medo de dizer que o governo hoje tem 119 mil funções e vai acabar com 20 mil”. Segundo o ministro, a nova gestão está quebrando uma série de paradigmas. “Adotamos um modelo de governança pública com metas concretas para os primeiros cem dias, com revisões de alcance”, expôs. Ao comentar sobre o pacote proposto pelo ministro da Justiça, sublinhou o pioneirismo: “O Brasil será o primeiro País com alto controle anticorrupção, com um departamento dentro dos ministérios que cuida dessa relação. É preciso mudar a cultura”.

Além dos já citados, o evento também contou com a participação de convidados como o ministro da Cidadania, Osmar Terra, que participou do painel “Desafios e Perspectivas sobre a Agenda do Congresso Brasileiro para 2019” e ressaltou a urgência de se tratar da segurança pública e adiantou que o governo deve iniciar o maior processo de formalização da história do Bolsa Família. E do secretário-geral da Secretaria de Desestatização do Ministério da Economia, Salim Mattar, que participou do painel “Privatizações, Empresas Estatais e Modernização do Estado Brasileiro” e expôs alguns dos planos do governo sobre o tema. “Estatais deficitárias custam R$ 15 bilhões por ano e têm 70 mil funcionários. Com esse dinheiro, é possível construir creches e comprar viaturas para polícia. Que escolha você faria?”, questionou. Mattar ainda confirmou a meta de vender US$ 20 bilhões em estatais já em 2019. Embora Caixa e Banco do Brasil não estejam nessa lista, o secretário revelou que os bancos ficarão “mais magrinhos”.

Fonte original da notícia: ABQUIMhttps://abiquim.org.br/comunicacao/noticia/7934

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